Publicado em 11/03/2021
Grupo reclama de tradings e entra em recuperação de R$ 34 milhões em MT
WG é especialista no cultivo de soja, milho e feijão
Economia
Grupo reclama de tradings e entra em recuperação de R$ 34 milhões em MT

A juíza da 1ª Vara Cível de Cuiabá, Anglizey Solivan de Oliveira, autorizou no último dia 3 de março o processamento da recuperação judicial do Grupo WG, localizado em São José do Rio Claro (300 KM de Cuiabá). A organização declarou dívidas de R$ 34,1 milhões.

De acordo com informações do processo, o Grupo WG é uma organização familiar que teve início no município de Pato Branco (PR), onde nasceu o patriarca Anilton Winiarski, no ano de 1958. Eles também possuem terras no Estado da região Sul.

Após se casar com Hilda Kravec, o empreendedor resolveu investir, anos mais tarde, em Mato Grosso, e adquiriu uma propriedade de 1.000 hectares, além de arrendar outros 700 hectares para exploração por 10 anos, em São José do Rio Claro. Na safra 2012/2013, o grupo conseguiu plantar 1.200 hectares, porém, o arrendador desistiu do negócio, fazendo com que na safra seguinte fossem plantados somente 500 hectares.

A partir daí, a organização passou por diversas dificuldades – como os gastos para “preparar” a terra para plantio, além de problemas climáticos, por exemplo. Na safra 2015/2016, um acidente trágico prejudicou ainda mais os negócios da família.

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O genro de Anilton Winiarski acabou perdendo o braço na colheitadeira. “Em razão desse acidente, todos os requerentes tiveram que se ausentar da colheita e pedir auxílio de amigos para concluí-la dada a situação inusitada”, diz trecho dos autos.

A organização também reclamou das “negociações” de empréstimos com fornecedores e também as tradings que na avaliação deles se transformaram numa “bola de neve”. “Os requerentes são trabalhadores, dedicados, e estão em busca de organizar suas dívidas, porém precisam de um fôlego e uma oportunidade de poderem, junto com seus credores, chegarem num consenso, sob pena de perderem o patrimônio que adquiriram em todas essas décadas de trabalho”, defendem os empresários no processo.

Com o processamento da recuperação admitido pela 1ª Vara Cível de Cuiabá, o Grupo WG tem 60 dias para apresentar seu plano de recuperação aos credores. Durante 180 dias, ações de execução fiscal, promovidas por outras organizações contra a recuperanda, ficam suspensas no período de blindagem.

Após a finalização do plano de recuperação, ele é apresentado na assembleia de credores, que poderá aceitá-lo, modificá-lo ou rejeitá-lo – neste último caso a Justiça decreta a falência da empresa.


Fonte: Folha Max
Texto: DIEGO FREDERICI
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